Monótono


Sobre a janela envidraçada,

olho para um céu nebulado e enfadonho,

penso no mundo como um sítio hóstil,

em que se vive, para passarmos constantemente por cima dos outros,


Mas comigo isso raramente aconteçe,

vou vivendo um dia de cada vez,

observando os outros á minha volta

e tirando notas mentais,

sobre o tipo de pessoas que são.


Contudo sei que atirar palpites,

não é a maneira mais correcta,

de avaliar as pessoas,

mas sinceramente,

ás vezes fico á espera de uma conversa inteligente,


mas permaneço no silêncio constante, frio

monótono e um pouco sombrio.


Uma lágrima nos confins dum beijo




Surprendente o beijo se manifesta,


da ares de sua presença,


e dos seus doces lábios estava prestes a descolar,


por magia ou não, era tão grande a emoção,


que o meu coração obrigou uma lágrima voar


e por íncrivel que pareça, foi ao peito dela parar.




Sorri secretamente, mas ao mesmo tempo amedrontado,


ansioso pela sua reacção,




Sem saber o que dizer,


fechei os olhos,


e deixei-me levar,


para algo novo


que estava prestes a começar,




O despertar de um beijo,


Um olhar brilhante,


O romper da paixão!

Chamar alguêm

Com um grito sorrateiro
obedeço ás ordens de todos
Porquê ? pregunto eu porque é que toda a gente chora sem razão?
Chamar alguêm para incendiar o solitário coração,
que adormece gélido depois de um dia monótono,
mas não dexiste em encontrar o grito da esperança,
uma chama que arde e eforverescente se torna eterna.
"Com que então a morte soa crua e aparece de repente, sem ninguêm dar por nada?
Apenas sei, que infelizmente nada sei!
Fartei-me das melancólicas retóricas e teorias,
Que fazem da vida um ciclo...
Sem pés nem cabeça descuidei-me e então?
Caí em tentação, não pude ser feliz,
num mundo gelado no verão?
Chamar alguêm, para condenar-me a eterna Solidão!

Ilusão

Lugar distante,

alma provocante e sem dó,

trava junto de nós uma nova emoção,

algo novo que nos faz acreditar...

que certas coisas minúsculas se podem tornar...

maiores,

sem querer deixo-me levar, acho divertido,

mas contigo preferia estar...

Ir para outro lugar

Longe da magia irreal,

Unir um ponto

Saber o futuro

Abrir as tuas mãos lêr-te a sina

Olhos bem abertos para descobrir, algo novo, chamado...

Cais de partida


Sem saber,

Vou andando pela estrada,

Que me guia até á eternidade

vou com ela de mãos dadas

como se fôssemos amigos de longa data,


Subitamente, vou descontente,

por causa de nada

e de repente chego ao cais de partida,


corro depressa,

até ao encontro

da fatal despedida!


Mando abraços para os meus entes queridos,

E vou-me embora para a terra do mar.

Sem saber o que se está a passar,

Tive mesmo que embarcar...

nesta vida que um dia irá acabar.

Um pedaço de papel


Uma folha da papel vai voando no céu,

descretamente lá vai ela pairando,

escrevi nela um poema para ti,

e por mera coincidência ele nunca chegou a ti.


Quem me dera poder dizer quem sou eu,

chegar a ti e ser o teu herói,

por um dia ser transparente,

e poder desvendar tua mente

e possuír tua alma,

mas por enquanto vou esperando,

que um dia talvez tu me ouças...

E ao virar da esquina,

tu estejas lá para me abraçar

e no calor da paixão...

por mim te apaixonares.

Segredo Perdido

Desentendido, vaguei pelos caminhos incertos,
A procura do mistério escondido,
Pelos lugares errados,
Onde foi que eu pequei?
Virei a cara ao meu amigo
Disse-lhe adeus e ele riu-se de mim?
Que mal fiz eu?
Sorri descaradmente em vão?

Agora quero encontra-lo,
E guarda-lo bem escondido dentro de mim,
O segredo que escondi,
Andava perdido por aí?
Se alguêm o encontrar,
devolva-mo por favor!

Cai a noite no rio

Subitamente cai a noite no rio,
A paisagem comove-me
Fico espantado pela sua beleza,
Mas amedrontado pela sua escuridão,
Quero ser livre mais uma vez deixar-me de ironias,
E voar com o vento,
Só e triste,
Louco e cinzento,
Melancólico e ardente.
Sabe-se lá quem vai voar primeiro,
Se eu ou o vento.
Queria somentente poder ser livre como um rio,
que vai correndo até ao oceano e depois...
Colide com ele, com ódio ou não!
Estão juntos, unidos até então,
Mas em contrapartida,
Estou só,
E quando vou ao mar choro,
Pois a minha companhia era vento e o rio.

Uma Estrela no horizonte

Regando meu jardim,
Com a água da fonte.

Perdoando os actos patéticos de quem gozou de mim,

Vou caminhando pelo campo molhado,

Deitando-me na erva seca e verdinha,

Observando o luar,


O sol a se deitar,

e as estrelas a acoradar.


Ai que maravilha,

Ter o céu só para mim,

Para poder meditar,

E lá no fundo...

ver as estrelas cadentes a passear!


Que doce estrela via eu no horizonte,

Sozinha a viaja por ali,

descobrindo novos caminhos para onde ir.
E talvez um dia, tal como eu, a felicidade encontrar.

Chorar


Os olhos ardem secretamente

As mágoas exaltam-se,

E junto do vento a lágrima se solta...

E ligeiramente pousa no solo...

Como uma folha no Outono.


As estrelas acompanham o nosso coração,

Chovendo a cantâros...as lágrimas se descolam dos olhos brilhantes...

E aterram na areia seca e fria,

Não quero chorar,


Quero simplesmente relembrar

O que fizeste por mim,

O que eras para mim,

Um mar, uma paisagem,

Um barco, uma viagem,

Uma estrela, uma miragem,


Quando o sol se esconder

Por ti vou chorar,

Nas areias secas minhas mágoas enterrar,


No deserto minha pele queimar,

E lembrar os momentos que juntos passamos...


Memórias...

Seguindo-me...

Visitantes Online...

online


Música de Fundo: "Memoria d'agua" de :papercutz


COPYRIGHT © 2007-10 POETA-PERDIDO TODOS OS DIREITOS RESERVADOS