Não há rosas, nem sonhos, nem vida.

Não,
Não há rosas, nem sonhos, nem vida,
enquanto a alma estiver escondida.

Não,
Não há poesia, nem versos, nem rima,
enquanto o espírito não estiver em cima.

Não,
Não há música, nem dança, nem melodia,
enquanto a alegria não preencher o meu dia.

Não,
Não há palavras, nem letras, nem frases,
enquanto o poeta não esquecer estas fases.

Gelo Matinal...

No sublime gelo matinal
derreto o meu coração congelo a minha alma
para outra emoção.

Nas tempestades ocasionais
solto-me e agarro-me ao presente,
esqueço o passado e planto o futuro simplesmente,
devolvo as neblinas matinais,
restaurando-me completamente.

Resvalo nas palavras feias que me dizem
escrevo umas bonitas que lhes fazem...
a inveja alimentar, o ódio semear.

Nas palavras sinto-me eu mesmo
só, melancólico, simples.
Eu, não sei o que me aconteceu...

No sublime dia de gelo matinal,
o que se sucedeu!?

Memórias...

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