09/12/09

Autómato


Nutrido mecanicamente


Pela eléctrica corrente


Que humedece e estende


Em torno da minha mente





O fósforo que apago


E que se acende quando divago


Me surpreende e nele electrifico


Todo o meu ilustre pensamento vago





Sou fio condutor do abismo


O profundo cabo que se rompe


E culmina num cataclismo


Eléctrico, magnético, frenético





Todo o campo se incendeia


Vira cinza, cinza poeira


A madeira enferruja


E o ardente ferro a suja.

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