08/06/12

DO PARA ESCREVER

As balizas fumegantes da escrita transcorrentes aos adornos do discurso do método iludem os mais benéficos jogadores, os leitores. Escrita não tem remédio, é uma cuspidela adveniente de um gole engolido em seco, do mundo que subjaz e dança uma valsa inebriante nos neurónios lexicais enformes do poeta. Indo vindo pelo limiar intermitente da ganância de contaminar o universo pela chama do complexo. Complexificar implica ainda, transmutar a ideal realidade, numa panóplia de rasgos imateriais que corporizam o ideário mental. As lacunas memorizadas nesse interlúdio fazem da escrita, um ato fraco, porque fluido e agonizante nos trâmites do devir da linguagem. Não se trata de açoitar a linguagem, ou adornar desmesuradamente, finge-se ser um esculpidor, um cuspidor, de versos, de medida e meio-termo, conscientes inválidos seguidores. Articulados numa coerência apoteótica que sucumbe no ato em si. Ou seja, depois de escrever, tudo desvanece nas ínfimas porções dos retalhos, tricotados logo já passados.

1 comentário:

Samira Phoenix disse...

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